O mundo em uma taças

Dê-me uma taça com um pouco de vinho, que


viajarei pelo mundo através de seus goles.






segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Emilio Moro D.O 2006

Ribeira del Duero deixou de ser novidade há muito tempo e hoje disputa com Rioja, a liderança espanhola de vinhos, no que se refere a qualidade. Compra-se com relativa segurança um vinho de Ribera del Duero, mas também paga-se caro pela fama, então quando nos deparamos com um vinho bem pontuado (92 RP, 91 WS) por um preço que não é absurdo (R$ 79,69 no clube w), partimos logo para a compra. Mas, se levarmos em consideração a benevolência de Robert Parker e Jay Miller com os vinhos espanhóis ultimamente (vários vinhos com preço até R$ 50,00 com 90 ou 91 pontos), talvez fosse mais prudente não esperarmos tanto. Este vinho se inicia bem na garrafa simples com um rótulo simples, sem frescura. Continua muito bem no visual, com um lindo vermelho-rubi irradiante e bordas dicretamente alaranjadas; belo visual! Os aromas se iniciam com fruta pesada dominando a cena e um cravo bem evidente. Evoluem, após algum tempo em taça, para tabaco, couro e alcatrão. Na boca, uma acidez que rasga a língua e taninos rústicos de fazer inveja à qualquer banana verde, fazem a história da primeira metade da garrafa. Assim que o vinho decanta, os taninos se arredondam e o vinho fica mais domesticado, sente-se a textura mais sedosa e o vinho fica mais fácil de beber. Mas, querem saber de uma coisa? Prefiro o vinho rústico e pesadão da primeira metade da garrafa, porquê é mais encantador. O que me incomodou neste vinho é como a madeira ganha muito destaque na segunda metade da garrafa, ocupando quase toda a cena. Sim, exageraram um pouco no carvalho e isto torna o vinho um pouco cansativo no final. No geral, taí um peso-pesado espanhol,100% tempranillo, que passa 12 meses em contato com barricas de carvalho e que tem no mínimo mais 5 anos de vida pela frente. Nota: 91 pontos.

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